Seattle é porto base do Alasca, não porto de escala. O dia que você passa aqui é seu dia de embarque — e a cidade recompensa quem aterrissa 24 horas antes.
A maioria dos cruzeiros que passam por Seattle não visita Seattle. Começam ou terminam aqui, o que significa que, no dia em que você zarpa, a cidade é, na prática, seu problema de logística de hotel-e-partida. Dois terminais fazem quase todo o trabalho: o Pier 91 (Smith Cove), na ponta norte da orla, recebe Royal Caribbean, Princess, Celebrity, Holland America, Carnival, MSC e Virgin; o Pier 66 (Bell Street), no centro, recebe Norwegian e Oceania. Não são intercambiáveis. O Pier 91 fica cerca de três milhas ao norte do núcleo Pike Place / Space Needle; o Pier 66 está dentro dele. Confirme seu cais na reserva antes de reservar hotel — errar é trocar uma caminhada por um táxi de 20 dólares na manhã do embarque.
A jogada honesta é chegar um dia antes. A 1 Line da Sound Transit liga SeaTac diretamente à Westlake Station no centro por 3 dólares em cerca de 37 minutos — mais barato e muitas vezes mais rápido que um táxi no trânsito da tarde. Passe a noite no Pike Place, coma algo com vista para Elliott Bay, caminhe pela orla. O dia do embarque em si é sobretudo fila: despacho de bagagem, segurança, check-in, a longa rampa a bordo. Seattle te oferece Pike Place, Space Needle, Chihuly Garden, livrarias e bares de Pioneer Square e um centro em funcionamento com problemas evidentes em nível de rua em alguns quarteirões (3rd Avenue, partes de Pioneer Square depois do anoitecer). Fique no núcleo turístico e verá uma cidade ao mesmo tempo mais interessante e mais desigual do que os folhetos admitem.